Você sabe o que é isso?
É o novo termo para a doença que, antigamente, era chamada de Gengivite Ulcerativa Necrosante, que também já foi chamada de Gengivoestomatite de Vincent.

A Gengivite Necrosante se apresenta com ulcerações e necrose das papilas gengivais, sangramento, odor fétido e muita dor. Frequentemente, ela pode estar associada à baixíssima imunidade, aos hábitos nocivos (como tabagismo excessivo, consumo exagerado de bebida alcoólica, etc.) e HIV – assim, vale a pena solicitar um exame de sangue e explicar direitinho aos pacientes quando ela parece.

Em outros casos, ela pode estar relacionada a grandes períodos de estresse, como separação dos pais, perda de emprego, época de vestibular, morte de parentes e pressão.

Diagnóstico da Gengivite Necrosante

O dentista, no exame clínico, notará a presença de biofilme, pseudomembranas esbranquiçadas e “papilas invertidas”. Na fase de necrose, também é notável o hálito ruim e as dores. Além disso, os pacientes podem relatar “gosto metálico” ( tipo de alteração da sensação do paladar) e febre.

Se houver perda óssea no local, aí a doença é classificada como Periodontite Necrosante (na classificação antiga chamada de PUN ou PUNA). Se o paciente não tiver dentes ou a região afetada for a mucosa, ela ganha o nome de “Estomatite Necrosante”.

O ideal seria diagnosticar as lesões quando estiverem no início. O olhar atento de um profissional treinado pode identificar isso antes delas atingirem sua forma aguda dolorida.

Um dos grandes problemas dessas doenças necrosantes são as sequelas que elas podem deixar. Sabemos que a papila interdental é uma região nobre e que, após perdida, dificilmente se recupera, deixando espaços que podem afetar a estética e a escovação dos pacientes.

Como tratar a Gengivite Necrosante

Existem alguns protocolos para resolução de quadros periodontais necrosantes. É imprescindível que o quadro agudo seja resolvido no próprio dia do diagnóstico.

Na primeira abordagem é preciso fazer uma profilaxia suave nos dentes envolvidos sem passar a escova de Robinson sobre as ulcerações – pode ser necessário entrar com anestesia, pois as lesões doem muito. Algumas abordagens sugerem que o dentista passe algodão embebido em clorexidina sobre as pseudomembranas esbranquiçadas, removendo parte desse tecido necrótico.

Uma boa medida é usar 2 a 3 bochechos diários com Digluconato de Clorexidina a 0,12%. Cada dentista tomará a decisão sobre receitar ou não antibióticos, já que isso vai depender do quadro sistêmico dos pacientes ou do relato de febre.
Analgésicos também são uma boa medida.

Dentro de três dias o paciente retorna já com certa melhora do quadro agudo e menos dor. A partir disso é possível realizar uma raspagem e alisamento dos dentes envolvidos e reforçar os cuidados locais. Pegue o espelho e mostre ao paciente como ele deve proceder. Dê uma escova na mão dele, mostre como passar o fio dental ou a escova interdental.

Depois de 7 a 10 dias da consulta inicial seria bom ver o paciente mais uma vez com o total sumiço do problema agudo. Este é um momento chave para planejar futuras intervenções na região e avaliar os exames de sangue solicitados. 

Cuidados a serem tomados

Enfim, também é interessante explicar ao paciente que essa doença tem um gatilho emocional ou imunológico muito forte. Entretanto, ela não vai aparecer se a higiene oral for bem feita com a devida frequência. Percebemos que algumas pessoas, quando estão passando por momentos de estresse ou grandes problemas, acabam por negligenciar a higiene, fazendo com que o problema se torne uma bola de neve.

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